sábado, 3 de julho de 2010
Mister Challenger a um passo do Top 100
O Gaúcho Marcos Daniel está na final do torneio de Braunchwieg na Alemanha e tenta na manhã deste domingo o seu 13º título da categoria Challenger na carreira. Caso conquiste o título, o brasileiro pode sonhar com uma colocação entre os 100 melhores do mundo, em lista a ser divulgada nesta segunda-feira. Na final, Daniel mede forças com o Cazaque Mikhail Kukushkin, 114 do mundo, com quem já jogou duas vezes, tendo anotando uma vitória e uma derrota.
Uma vitória neste domingo é muito importante para o brasileiro na luta para terminar a temporada entre os 100 melhores do mundo, pois em agosto, Daniel defende as semi-finais em Gstaad e o título de Bogotá. Em Abril, Marcos Daniel conquistou o Challenger de Blumenau, seu melhor resultado no ano.
Por: Henrique Galvão
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Só resta o US OPEN
O circuito mundial de tênis, pelo menos para a elite, tem um calendário um pouco diferente dos demais esportes. Enquanto, no velho continente, a maioria dos esportes inicia a sua temporada entre a segunda metade de um ano e a estende até a metade do ano seguinte, no Tênis de alto nível, podemos dizer que a coisa começa acontecer em janeiro, logo na primeira semana, com os torneios preparatórios para o Austrália Open.
Em seguida parte-se para a temporada de saibro na Europa e na América do Sul até culminar em Roland Garros, em maio. Andamos mais um pouco e já estamos na grama do tradicional torneio de Wimbledom e logo em seguida, cercar de 45 dias depois, já acontece o US OPEN, ou aberto dos Estados Unidos. O resto, é fim de festa, como os disputadíssimos Open 1000 de Paris e Madrid que normalmente definem os classificados para o Máster.
Ou seja, ainda estamos em julho e a temporada meio que já foi. Mas essa, digamos assim, última perna, será muito importante para o tênis brasileiro, principalmente Bellucci. Com importantes pontos a defender pelo Título de Gstaad , o número 22 do mundo, precisa de boa campanha no cimento norte-americano. E não apenas em Nova Yoork, mas também em Toronto e Cincinanti. São torneio fortes, mas acredito no brasileiro nestes torneios, pois acredito que Bellucci possa jogar no nas quadras rápidas tão bem quanto no saibro.
Marcos Daniel tem caminho mais tortuoso, pois não é tão afeito ao cimento quanto Bellucci e vai ter dificuldades de defender os pontos pelas semi de Gstaad e outros resultados importante. Já Thiago Alves costuma se dar bem nessa última perna do circuitão. Ricardo Mello e João Souza correm por fora para tentar realizar a façanha do país acabar a temporada com cinco brasileiros entre os 100 melhores, o que seria um feito monstruoso.
Por: Henrique Galvão
segunda-feira, 29 de março de 2010
O mundo perde beleza, futebol e poesia
Hoje acordei sinceramente triste e sem vontade de escrever. Mas como deixar de dizer, se a vontade de Deus se fez prevalecer. Armando Nogueira era tudo. Arte, coragem, talento e poesia. Dizia que se Pelé não fosse humano seria bola. E se Armando não fosse jornalista?
Um Gênio! Generoso, amável, cortês. Quem o conheceu, sabe que o turbilhão de idéias e palavras que brotam de sua imensa capacidade reflexiva são imensuráveis. Com sua voz mansa, hipnotizava a todos. Diante do mestre, ficávamos, literalmente, sem saber o que falar, com aquela sensação de que qualquer coisa que se diga depois do que ele disse, soa como uma enorme besteira. Mas até nisso ele era, Nogueira.
Certa vez, tive a honra de entrevistá-lo para o programa Futebol...o jogo da paixão, da Tv Brasil. Ao final da gravação, batemos um papo sobre assuntos da atualidade que não estavam na pauta. Professor Armando Nogueira ficou falando, falando, falando e eu só aprendendo, aprendendo, aprendendo. Ao final, sempre muito simpático, perguntou-me: O que você acha?
Ora, Armando, isso não tem a menor importância. O que poderia acrescentar àquelas sábias palavras. E ele, ali, do alto da sua humildade, esperando que eu dissesse algo. Preferi não arriscar e repetir algumas de suas idéias, com outras palavras. Deve ter ficado frustrado. Porque Armando Nogueira era assim. Utilizava o diálogo como forma de aprendizado, de enriquecimento. Mas, eu, um iniciante recém formado, nada tinha a acrescentá-lo, acreditava. Foi quando ele me disse: Você me fez pensar numa coisa agora? Não sei se usei o termo correto. Acho que a sua definição ficou melhor.
Hoje, Armando Nogueira é a melhor definição para dor, tristeza, saudade. Mas, devo estar falando uma grande besteira. Porque Nogueira, jamais pode ser sinônimo de tristeza. Não rima e viver a vida com poesia foi, sempre, a sua marca registrada.
Então, esteja onde estiver, saiba que será sempre exemplo de trabalho e poesia. Inspiração para milhões de pessoas que como eu, tivemos o imenso prazer de conhecer, ler ou escutar você. Hoje, quando a noite chegar, tenho a certeza de que uma estrela nova e mais brilhante estrela irá brilhar no céu de nosso país, nos guiando como navegantes do saber num mar de ondas gigantes e perigosas.
Armando Nogueira, peço desculpas a você que sempre teve uma palavra de encantamento sobre a vida, que sempre procurou ter uma visão positiva, embora crítica, sobre o mundo, que sempre procurou reflexão e correção para os males desse nosso país. Mais, uma vez, desculpa, mas sou tão grande quanto você. Acho, verdadeiramente, que o Brasil ficou mais burro, mais ignorante, mais tapado, sem você.
quinta-feira, 11 de março de 2010
COMEÇA INDIAN WELLS
Depois de 10 dias só treinando, treinando e treinando, os brasileiros demonstram que não estão para brincadeiras na temporada de 2010. Logo no primeiro ATP 1000 do ano, antigo Master Series, o país emplacou quatro brasileiros na chave principal de simples. Um feito inédito. Thomaz Bellucci, Marcos Daniel, Ricardo Mello (foto) e Thiago Alves iniciam, já nessa quinta-feira, sua luta por uma participação digna no torneio. Chances maiores de avançar eu vejo, evidentemente, para Bellucci. Não apenas porque é melhor rankeado, mas principalmente pelo fato de encarar, provavelmente, Moya e , convenhamos, o espanhol no piso rápido é uma teta.
A situação de Thiago Alves também não é ruim. Acredito que vença Rainer Schuettler e na segunda rodada, terá chance incrível de realizar o maior feito de sua carreira, ganhar de Rafael Nadal. Acreditem, é possível. O terceiro melhor tenista da ATP está voltando de contusão e já demonstrou que ainda não está 100%. O piso também não é o seu favorito e se Thiago conseguir alongar bastante os pontos, e o jogo, pode sim, sair vencedor.
Em relação ao Ricardo Mello, está em grande fase. Acho que ganha, e ganha bem, de Zeballos e do Montañes. Tsonga já é missão quase impossível. Sou fã do francês e o considero um dos melhores do mundo. Se o brasileiro conseguir surpreender, vai ser também uma das maiores vitórias de sua carreira.
Marcos Daniel, ao contrário dos outros brasileiros, deve ficar mesmo pela primeira rodada. O tenista está em péssima fase e embora enfrente o desconhecido Thiemo de Bakker na primeira rodada, acredito que fique pelo caminho, até porque, o piso rápido não é o seu forte.
Agora é torcer e vamos ver no que vai dar. Abraços a todos e continuem acompanhando o melhor do tênis aqui no Top Tênis Brasil!!!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Lições de Acapulco
A FESTA VAI COMEÇAR
Agora que o ano começa a esquentar já podemos ter uma idéia mais próxima da realidade de como será a temporada de 2010. O divisor de águas foi esta semana, com a finalização dos torneios de Dubai, Delray Beach e Acapulco. Isto porque iremos entrar na temporada do saibro europeu e das quadras duras americanos, onde terá início os ATPs 1000, antigos Masters Series.
Até o momento podemos dizer que os jogadores estavam no "esquenta". A temporada começa mesmo com os torneios de Indian Wells e Miam e encerra a "primeira perna" da temporada com o Grand Slans de Paris, Roland Garros. Antes, ainda teremos Monte Carlo, Roma e o ATP 500 de Barcelona. É uma série de torneios muito forte que contam ainda com o Houston e Casablanca, ATPs 250 mas que costumam atrair os melhores jogadores do mundo.
Arrisco a dizer que esse é o principal período do tênis mundial. De agora até o início de junho estão os melhores torneios da temporada, com muitos pontos em jogo e que certamente define se a temporada será boa ou ruim para o atleta.
É aí que o tênis de Tomaz Bellucci será colocado em xeque. Sem grandes somas de pontos a defender, o atleta do Tiete, precisa fazer boa campanha nesses torneios para provar para si mesmo e para o mundo que veio para ficar entre os 30 melhores jogadores do mundo.
Pelo que vi nesse início de temporada, a carreira de Bellucci é promissora. Não sei se chegará ao topo, onde esteve apenas um brasileiro em toda a história: Gustavo Kuerten. Mas, sei que ele tem tênis para estar ali, brigando e quem sabe, amadurecendo, pode sim chegar lá.
Por ora, Acapulco ensinou-me pelo menos duas lições. A primeira é que no tênis moderno, e principalmente, no tênis de Bellucci, não se pode desprezar o poder do saque. Enquanto ele funcionou, até agora na temporada, Bellucci arrasou. Ganhou de jogadores melhores ranqueados e esteve sempre entre os quatro melhores dos torneios.
Mas Acapulco mostrou que o poder de fogo de Bellucci cai vertiginosamente com a queda de efeciência de seu saque. O brasileiro precisa achar uma saída para quando o saque potente não entrar. O seu segundo saque é deficiente e sem a potência necessária. O segundo saque também é lastimável. Bellucci precisa entender que quando a força não funciona, tem que ser no jeito.
Porém, para os mais afoitos, Acapulco mostrou também que Bellucci não cai mais diante de qualquer um. Apesar de ser o 17º do mundo, Ferrer mostrou porque já foi Top 10 e conquistou, com muita propriedade, jogando um tênis impecável, o torneio onde havia derrubado o brasileiro na segunda rodada. Uma vez mais, Bellucci , como havia acontecido diante de Ferrero, perdeu para o campeão. Isto sim tem sido significativo na temporada do brasileiro até o momento. Ou ganha o torneio ou perde para o campeão, o que demonstra que seu tênis é de qualidade e está em evolução. Lições de Acapulco.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Bellucci e Mello vencem e garantem o Brasil nas semi-finais do Sauípe
Foram duas vitórias até certo ponto tranquilas. Ricardo Mello e Tomaz Bellucci venceram respectivamente Trevor-Gimeno das Espanha e Victor Hanesco da Romênia por 2 sets a 0 e garantiram uma vaga brasileira nas semi-finais do Brasil Open 2010. Os dois tenistas se enfrentam pelas quartas-de-finais ainda hoje, por volta das 21 horas e o vencedor passa às semi-finais de amanhã.
Dessa forma, qualquer um dos dois que passar já representará um grande resultado individual e para o país. Bellucci já defende parte dos pontos obtidos com o vice-campeonato do ano passado, enquanto Mello -atinge pela primeira vez em cinco anos as quartas-de-finais de um ATP - soma pontos importantes e deve se aproximar dos Top 100 no ranking a ser divulgado na próxima segunda-feira
O Brasil contou com 7 tenistas na edição deste ano do ATP brasileiro, cinco caíram ainda na primeira rodada. Destes, o destaque fica por conta de João Souza, o Feijão, que teve oportunidades de vitórias nos dois sets perdidos para Hanesco e poderia ter enfrentado Mello na partida de hoje.
Mas o país continua fazendo um grande começo de ano e acredito que Bellucci vence Mello e na sequencia Andreev, para disputar mais uma final de ATP.
Henrique Galvão
Dessa forma, qualquer um dos dois que passar já representará um grande resultado individual e para o país. Bellucci já defende parte dos pontos obtidos com o vice-campeonato do ano passado, enquanto Mello -atinge pela primeira vez em cinco anos as quartas-de-finais de um ATP - soma pontos importantes e deve se aproximar dos Top 100 no ranking a ser divulgado na próxima segunda-feira
O Brasil contou com 7 tenistas na edição deste ano do ATP brasileiro, cinco caíram ainda na primeira rodada. Destes, o destaque fica por conta de João Souza, o Feijão, que teve oportunidades de vitórias nos dois sets perdidos para Hanesco e poderia ter enfrentado Mello na partida de hoje.
Mas o país continua fazendo um grande começo de ano e acredito que Bellucci vence Mello e na sequencia Andreev, para disputar mais uma final de ATP.
Henrique Galvão
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Começo de ano animador!!!!
O segundo título em torneio de primeira linha conquistado por Bellucci, no último final de semana, só vem confirmar o momento interessante pelo qual passa o tênis brasileiro. Afora ter um tenista entre os 30 melhores do mundo, algo que não acontecia já há quase dez anos, temos velhos e novos jogadores dando trabalho aos melhores tenistas do mundo. Mas o que mudou no Brasil? É coincidência ou isso tem a ver com o “efeito Guga” que só agora começa a dar seus frutos.
Fico com a segunda opção. Nunca se fez uma preparação de atletas do tênis brasileiro tão adequada quanto se tem feito hoje. O resultado tem aparecido não apenas com jovens promessas como Tiago Fernandes, campeão juvenil do Australian Open e Guilherme Clesar, quadri-finalista em Roland Garros, como também em quase veteranos como Ricardo Mello.
O campineiro, que já foi número 50 do mundo, está em excelente forma, graças à preparação que vem executando com o pessoal da Estação Fit. Os resultado até o momento são animadores. Mello chegou às quartas de finais no Challenger de Bucaramanga na Colômbia e em Santiago venceu o Uruguaio Pablo Cuevas, número 47 do mundo, ante de cair diante de Albert Martin nas oitavas. Agora, no Sauípe, já despachou na primeira rodado o italiano Paolo Lorenzi, 89 do mundo, por 2 sets a zero, parciais de 6/2 e 7/5. Ou seja, nos três torneios jogados em 2010, Mello venceu pelo menos 1 tenista colocado entre os 100 primeiro do ranking.
Feijão, 21 anos, é outro atleta que vem crescendo muito. Orientado em Santiago por João Zwetsch, técnico de Thomaz Bellucci , foi até às semi-finais e alcançou o melhor ranking de sua curta carreira, 155 do mundo. Esta semana ele também está no Sauípe e tem chumbo grosso pela frente, encara na estréia o romeno Victor Hanescu, cabeça 5. Nada que assuste. Feijão eliminou na estréia, semana passada, o alemão Simon Greul, cabeça 7.
Para completar o quadro positivo, Rogério Dutra e Silva passou o quali e é o sétimo brasileiro no Brasil Open, algo que não acontecia desde 2003. Ficamos aqui na torcida por nossos brazucas nesta semana que promete muitas emoções para a torcida brasileira.
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