Agora que o ano começa a esquentar já podemos ter uma idéia mais próxima da realidade de como será a temporada de 2010. O divisor de águas foi esta semana, com a finalização dos torneios de Dubai, Delray Beach e Acapulco. Isto porque iremos entrar na temporada do saibro europeu e das quadras duras americanos, onde terá início os ATPs 1000, antigos Masters Series.
Até o momento podemos dizer que os jogadores estavam no "esquenta". A temporada começa mesmo com os torneios de Indian Wells e Miam e encerra a "primeira perna" da temporada com o Grand Slans de Paris, Roland Garros. Antes, ainda teremos Monte Carlo, Roma e o ATP 500 de Barcelona. É uma série de torneios muito forte que contam ainda com o Houston e Casablanca, ATPs 250 mas que costumam atrair os melhores jogadores do mundo.
Arrisco a dizer que esse é o principal período do tênis mundial. De agora até o início de junho estão os melhores torneios da temporada, com muitos pontos em jogo e que certamente define se a temporada será boa ou ruim para o atleta.
É aí que o tênis de Tomaz Bellucci será colocado em xeque. Sem grandes somas de pontos a defender, o atleta do Tiete, precisa fazer boa campanha nesses torneios para provar para si mesmo e para o mundo que veio para ficar entre os 30 melhores jogadores do mundo.
Pelo que vi nesse início de temporada, a carreira de Bellucci é promissora. Não sei se chegará ao topo, onde esteve apenas um brasileiro em toda a história: Gustavo Kuerten. Mas, sei que ele tem tênis para estar ali, brigando e quem sabe, amadurecendo, pode sim chegar lá.
Por ora, Acapulco ensinou-me pelo menos duas lições. A primeira é que no tênis moderno, e principalmente, no tênis de Bellucci, não se pode desprezar o poder do saque. Enquanto ele funcionou, até agora na temporada, Bellucci arrasou. Ganhou de jogadores melhores ranqueados e esteve sempre entre os quatro melhores dos torneios.
Mas Acapulco mostrou que o poder de fogo de Bellucci cai vertiginosamente com a queda de efeciência de seu saque. O brasileiro precisa achar uma saída para quando o saque potente não entrar. O seu segundo saque é deficiente e sem a potência necessária. O segundo saque também é lastimável. Bellucci precisa entender que quando a força não funciona, tem que ser no jeito.
Porém, para os mais afoitos, Acapulco mostrou também que Bellucci não cai mais diante de qualquer um. Apesar de ser o 17º do mundo, Ferrer mostrou porque já foi Top 10 e conquistou, com muita propriedade, jogando um tênis impecável, o torneio onde havia derrubado o brasileiro na segunda rodada. Uma vez mais, Bellucci , como havia acontecido diante de Ferrero, perdeu para o campeão. Isto sim tem sido significativo na temporada do brasileiro até o momento. Ou ganha o torneio ou perde para o campeão, o que demonstra que seu tênis é de qualidade e está em evolução. Lições de Acapulco.


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